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No faustoso silêncio da linguagem,
o ar falta por ser ventania,
o sistema falha, a quarentena enche-se de vírus
que aprontam uma reguada,
mas eis que chega a poesia
Aberto o livro das suas liberdades
vê-se que é uma árvore.
Uma árvore erótica,
com ramos de afecto e algumas personagens:
eu-tu-ele.
Um espelho à volta basta para as mutar em
multidão.
Escrevem-se.
Usam caixilhos para prender as palavras,
tabelas para agrilhoar as imagens
São telegráficos, rápidos, mortais.
Abraçam-se como figuras polidas,
beijam-se como quem tem sono,
mas nas terríficas avenidas da internet
o turbilhão de emoções domina tudo.
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